Epimeteu e a caixa de Pandora

Por Dado Salem
Fevereiro 2020

Os ensinamentos da Mitologia Grega sobre as pessoas que primeiro fazem e depois pensam

                                                            Ilustração: Giulio Bonasone

É bom ter cuidado com esses tipos que costumam falar antes e pensar depois.

Na mitologia grega, um dos mais perfeitos compêndios da psicologia humana, há uma figura justamente com essa característica: Epimeteu.

Epimeteu era irmão de Prometeu, aquele que roubou o fogo dos Deuses e deu aos homens. Os nomes deles dizem muito. Prometeu vem de pro, antes de, e methos, observar, pensar, ou seja, é aquele que reflete antes de agir. Epimeteu é o oposto. Epi, significa depois de, trata-se portanto daquele primeiro fala e age e depois pensa.

Entrevistando a empresa para evitar arrependimentos

por Dado Salem
Fevereiro 2020




Numa entrevsita de emprego em geral há uma situação desbalanceada de poder. De um lado entrevistadores que podem decidir a contratação, de outro quem gostaria entrar naquele time. Por mais que se procure evitar, há um olhar de cima para baixo ou de baixo para cima. Os entrevistadores procuram saber a respeito das experiências, formação, perfil e se o candidato se integrará bem na organização. O profissional por sua vez tende a ficar tenso e procura fazer de tudo para causar uma boa impressão. No final invariavelmente reflete se foi bem ou não na entrevista.

O que poucos fazem é entrevistar a empresa.

Sociedade em rede e as habilidades relacionais

por Dado Salem
Fevereiro 2020



O presidente do Google Sundar Pichai tem afirmado seguidamente que a Inteligência Artificial causará mais impacto na humanidade do que o fogo e a eletricidade. O mundo está mudando tão rapidamente que tudo nos leva a crer que ele está certo e que estamos no meio de uma grande revolução. Se observarmos os exemplos do passado, constataremos que revoluções desta magnitude mudaram radicalmente nossa maneira de viver.

Planejamento sucessório é necessário para evitar disputa por heranças

Por Gabriela Oliva*
O Globo
Fevereiro 2020

Disputa por heranças é uma história que se repete desde o rascunho da bíblia. Agora estamos assistindo o caso público da família de Gugu Liberato. Isso é um problema que pode ser evitado por meio de acordos, contratos e conversas de família.



A disputa pela herança do apresentador Gugu Liberato, que morreu em novembro do ano passado, trouxe à tona o debate em torno do planejamento da sucessão de bens e fortunas. Especialistas ressaltam que a gestão patrimonial é o caminho ideal para evitar discórdias no futuro. Segundo a advogada Marina de Barros Monteiro, é preciso antecipar os efeitos patrimoniais do falecimento.

— É fundamental fazer um contrato e retratar nele, com detalhes, o seu desejo e tipo de relação, seja conjugal ou de namoro. A regulamentação da verdade é fundamental. Recomendo que, em vida, o proprietário do patrimônio antecipe a concretização do destino da herança — explica.

De acordo com a advogada, a prevenção pode ser feita tanto por meio do casamento no regime de separação total de bens ou pelo pacto antenupcial. Ela ressalta que, sob os aspectos nupciais, ninguém tem o direito de acessar o bem do outro durante o casamento.

Racionalidade limitada. Fatos não mudam nossa opinião

Why facts don't change our minds
por Elizabeth Kolbert
The New Yorker

Sabe quando você tenta convencer uma pessoa de alguma coisa? Por ex. de que o político que ela ama, e vc odeia, é uma péssima escolha? Você apresenta uma série de evidências mas ela refuta todos seus argumentos.

Pois é… Estudos científicos comprovam que nossa racionalidade é limitada e que tendemos a não mudar de opinião mesmo diante de evidências e fatos. Uma vez fixadas, impressões são dificilmente alteradas. Isso ficou conhecido como “Viés de Confirmação”. Ou seja, escolhemos as informações que confirmam nosso ponto de vista e descartamos todas as outras. Com isso temos material suficiente para debater e comprovar que estamos certos e o outro errado.





In 1975, researchers at Stanford invited a group of undergraduates to take part in a study about suicide. They were presented with pairs of suicide notes. In each pair, one note had been composed by a random individual, the other by a person who had subsequently taken his own life. The students were then asked to distinguish between the genuine notes and the fake ones.

Some students discovered that they had a genius for the task. Out of twenty-five pairs of notes, they correctly identified the real one twenty-four times. Others discovered that they were hopeless. They identified the real note in only ten instances.