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3 mitos sobre Comunicação

Por Dado Salem
Setembro 2025


Um Conselho de Família me pediu para fazer uma apresentação sobre Comunicação. Esse artigo foi escrito com intuito de orientar a família e mostrar que, num diálogo, saber ouvir é mais importante do que falar, e respeito é mais importante que ter razão. Uma boa Comunicação pode construir um império e uma má Comunicação pode destruí-lo. A boa Comunicação acontece quando se cria um espaço seguro, onde as pessoas são consideradas iguais e visões distintas são bem-vindas, ouvidas com curiosidade, sem medo ou preconceito. Assim as convergências podem emergir.






Uma das coisas mais estimulantes da busca da origem das palavras é que ela nos leva para um outro mundo, um mundo imaginário onde as conexões e as imagens que brotam das palavras, revelam histórias interessantíssimas sobre a vida e o ser humano, muitas vezes esquecidas. Por exemplo: Autoridade, vem do latim Augere, que significa fazer crescer, florescer. Portanto, muito além de ter um poder sobre alguém, a verdadeira autoridade acontece quando você, como um autor, contribui para o desenvolvimento dessa pessoa, dessa história de vida. 

Então vamos fazer um breve exercício desses com a palavra Comunicação. Comunicação vem do latim, Communicare, que é formada por duas partes. Cum+Munus. Imediatamente conseguimos vislumbrar a palavra Comum. Cum ou Com traz a idéia de união, de estar junto, em companhia. Companhia é cum+panis (pão), comer junto o pão, compartilhar.

Agora vamos para a segunda parte. Munus. Munus significa cargo, função, dever, obrigação. Sabemos que o latim era a língua oficial de Roma, uma civilização fundada por Enéias, um soldado dissidente de Tróia, quando essa fora destruída. Podemos perceber a estrutura militar que compõe a palavra. Isso fica ainda mais claro se expandirmos um pouco. Munus é raiz de Munitionis. Munição. Que quer dizer também Defesa, Fortificação, Trincheira. Nada mais unido que um batalhão de exército. São todos um bloco, falam em uníssono e repetem o comando dos superiores. Comunicação é uma poderosa arma de guerra. Dizem que quem domina a Comunicação domina um país.

O novo líder deve ser quem melhor escuta

Por Dado Salem
Julho 2025




No mundo volátil que está emergindo, caracterizado pela aceleração, pela incerteza, pela complexidade, pela não linearidade, com inteligência artificial generativa, crises climáticas e transformações sociais, não há mais lugar para lideranças que não saibam escutar.

O Chefe Cacique - uma aula de liderança

Por Dado Salem
Junho 2025





O Chefe Cacique é muito diferente da noção de liderança que prevalece no mundo ocidental. Ao invés de poder concentrado, autoridade vertical ou imposição de vontade, o Chefe Cacique é essencialmente uma forma de serviço à coletividade. Trata-se de um poder fundado na escuta, no exemplo e na sabedoria, não na autoridade e na coerção.

O Chefe Cacique é aquele que fala por último. Ele escuta a todos com respeito e atenção, acolhe os conflitos e procura promover o equilíbrio e a harmonia do grupo. Seu papel é de mediador e facilitador, não de comandante.

Como disse o antropólogo Pierre Clastres, o Chefe Indígena “fala, mas não manda”. Ele representa um ideal ético, não uma autoridade prática. Seu poder é antes consensual do que institucional e hierárquico.

O Chefe Cacique é generoso, ele costuma dar mais do que receber. É comum que seja o responsável por organizar o dia a dia, distribuir alimentos, acolher visitantes e doar parte de seus próprios bens. Espera-se dele além de generosidade, equilíbrio emocional, senso de justiça e autocontrole. Quem quer se afirmar demais, se impor ou tirar vantagem pessoal, perde imediatamente o respeito do grupo.

Além da liderança tradicional, a essência dos trabalhos colaborativos

Por Dado Salem
Maio 2025




Nos trabalhos colaborativos, a verdadeira magia acontece quando os participantes deixam de ser apenas executores de tarefas e se tornam protagonistas do processo. É o ponto em que cada um encontra seu espaço de contribuição, movido por uma autonomia que não depende de uma figura central de liderança, mas de uma liderança flexível, distribuída e adaptável. Essa transformação está diretamente relacionada ao pensamento de Gregory Bateson, Edgar Morin, Humberto Maturana e Francisco Varela, que ofereceram bases teóricas essenciais para entender a dinâmica da auto-organização e da inteligência coletiva.

Como se preparar para uma entrevista de emprego

Por Dado Salem
Junho 2024



Preparar-se para uma entrevista é essencial para conseguir um emprego desejado. Envolve planejamento cuidadoso, pesquisa e alguma prática para garantir que você se apresente como um candidato adequado para a função. Um dos primeiros passos na preparação para uma entrevista é pesquisar a empresa. Compreender a missão, os valores, os produtos e os serviços que a empresa oferece, saber quem são os concorrentes, o posicionamento no mercado, bem como as notícias ou desenvolvimentos recentes relacionados com a empresa. Esse conhecimento permite que você oriente suas respostas e mostre um interesse genuíno pela organização.

Igualmente importante é uma compreensão completa da descrição da posição. Ao analisar os requisitos do trabalho, você pode combiná-los com suas habilidades e experiências. Identificar as principais responsabilidades e preparar exemplos que demonstrem as suas capacidades podem fazer uma diferença significativa. Praticar respostas a perguntas comuns em entrevistas é outro aspecto vital da preparação. Perguntas como “Conte-me sobre você”, “Por que você quer trabalhar aqui?” e “Quais são seus pontos fortes e fracos?” quase sempre são questionados.

O que é Inteligência Coletiva e como fazê-la funcionar?

Por Dado Salem
Janeiro 2024

Você já ouviu falar em Inteligência Coletiva? Inteligência Coletiva é a capacidade que um grupo numeroso de pessoas tem de tomar decisões melhores que um líder sozinho ou que um grupo de experts fariam. Isso ocorre porque indivíduos e grupos homogêneos, mesmo com alto QI, tenham viéses cognitivos difíceis de romper e que muitas vezes podem ser contraproducentes. Inteligência Coletiva significa que a colaboração, a diversidade e tomada de decisões descentralizadas tendem a gerar ideias inovadoras, resolver problemas complexos e impulsionar o progresso em empresas, organizações e na sociedade.

Para fazer a Inteligência Coletiva funcionar, vários elementos-chave entram em jogo. Em primeiro lugar, requer um grupo diverso de pessoas com uma variedade de formações, origens, perspectivas e conhecimentos. Essa diversidade de experiências garante um leque amplo de insights e ideias, fomentando uma Inteligência Coletiva mais poderosa.

A importância de um clima de trabalho saudável

Por Dado Salem
Maio 2023


O investimento em um ambiente saudável e motivador é uma estratégia fundamental para o sucesso a longo prazo de uma empresa. 


Relações Interpessoais

As relações entre as pessoas desempenham um papel crucial na construção de um clima de trabalho positivo. A cooperação entre colegas de trabalho é fundamental para promover a colaboração e a produtividade. Quando os membros da equipe se ajudam mutuamente e compartilham conhecimentos, é possível alcançar melhores resultados.

No artigo "Collective Intelligence and Group Performance", publicado por Woolley, Chabris, Pentland, Hashmi e Malone na revista Science em 2010, os pesquisadores analisaram como a inteligência coletiva afeta o desempenho do grupo em tarefas diversas, como resolução de problemas, tomada de decisões e planejamento estratégico. Eles descobriram que grupos nos quais os membros colaboram ativamente e compartilham conhecimentos têm um desempenho significativamente melhor do que grupos nos quais a colaboração é limitada. Além disso, a diversidade de conhecimentos e perspectivas entre os membros da equipe também foi identificada como um fator importante para aumentar a inteligência coletiva do grupo. Outra boa leitura sobre esse tema é "The Wisdom of Crowds" de James Surowiecki.

Decisões de carreira em tempos de incertezas

Por Dado Salem
Abril 2023

O que vale mais a pena, seguir uma carreira que paga bem ou uma que esteja mais alinhada com seus valores e interesses? E o que fazer em tempos de incertezas?




A Psicologia Econômica é um campo interdisciplinar que explora a interseção entre Economia e Psicologia e examina, por exemplo, o desenvolvimento de carreira, particularmente em termos de como tomamos decisões sobre nossas carreiras e como essas decisões afetam resultados econômicos e satisfação.

Um dos estudos mais recentes nesse campo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Wisconsin e publicado no Journal of Applied Psychology - "Making a Good Decision: The Relationship Between Decision Quality, Career Decision Self-Efficacy, and Postdecisional Affective States" por Amber N. Gaffney, Leigh Plunkett Tost, e Kristin D. Neff. O estudo examinou a relação entre a tomada de decisões de carreira e os resultados econômicos, observando especificamente os fatores que influenciam as decisões dos indivíduos de seguir carreiras em áreas com altos salários versus áreas que se alinham com seus interesses e valores pessoais.

O estudo descobriu que os indivíduos que priorizam seus interesses e valores pessoais ao tomar decisões de carreira tendem a ter maior satisfação no trabalho e maior sucesso na carreira a longo prazo. No entanto, aqueles que priorizam ganhar um salário alto no início de suas carreiras podem experimentar um aumento de ganhos de curto prazo, mas são mais propensos a se sentiram insatisfeitos com o trabalho ao longo do tempo.

Como fazer uma mudança de carreira?

Por Dado Salem
Dezembro 2022


Até o início dos anos 1990 quem mudava de carreira, ou mesmo de empresa, era visto como uma pessoa problemática, desajustada. Depois da revolução da Internet e da Sociedade em Rede, dos trabalhos flexíveis e globalizados, as mudanças de carreira são cada vez mais comuns. Quem não muda ao menos de empresa algumas vezes, é considerado(a) engessado(a), cabeça dura, sem capacidade de adaptação às mudanças, etc. Se você está pensando em fazer uma transição de carreira, que é uma coisa mais complexa, aqui vão algumas dicas.

Toda mudança começa com um fim, com a saída de uma situação conhecida, por isso tendemos a ficar com medo, perdidos, com sentimento de vazio... mas depois uma coisa nova inicia.

A primeira coisa a fazer é identificar suas habilidades e interesses. Quais são seus talentos e o que você gosta de fazer? O que você mais valoriza no seu trabalho e o que o(a) motiva? Existem setores ou atividades que se alinham com suas habilidades e paixões?

Depois de ter uma ideia geral do tipo de trabalho que você gostaria de fazer, a próxima etapa é começar a aprender mais sobre ele ou sobre o setor específico em que está interessado(a). Você pode conversar com pessoas que trabalham na área, perguntar como é o dia a dia delas, o que há de bom e de ruim, pedir conselhos sobre o caminho a seguir, os conhecimentos e pré requisitos como formação ou experiência. Outra maneira é fazer uma pesquisa online, isso pode dar uma visão geral dessa carreira. Os anúncios de empregos, por exemplo, mostram o que os empregadores procuram nos candidatos. Isso pode ajudar a entender as habilidades, qualificações e experiências específicas que normalmente são necessárias para esse trabalho.

Construindo as Empresas do Futuro - Comunicação e Gestão do Diálogo Colaborativo

Por Dado Salem
Agosto 2022
Palestra no IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas



Estamos vivendo uma grande revolução. Vemos um sistema em declínio e outro emergindo. Nessa palestra no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), em julho de 2022, apresentei um apanhado histórico mostrando as principais revoluções que a humanidade passou e a que estamos vivenciando hoje. Com esse rápido exercício, relembramos de onde viemos, em que ponto estamos e percebemos com mais clareza para onde estamos indo. Apresento um quadro com os principais valores do Sociedade Industrial e da Sociedade em Rede. Isso pode trazer mais clareza para empreendedores de startups e para aqueles que administram empresas criadas com a cultura que está em declínio (e não querem ficar para trás), como deveriam estruturar suas organizações. Concluo demonstrando quanto a Comunicação e as habilidades de diálogo são fundamentais daqui em diante. 


Gostaria de agradecer ao IPT e ao IEL (Instituto Euvaldo Lodi) pelo convite. Estou aqui com meu querido amigo e parceiro Celso Alvim (Maestro do Monobloco) que vai conduzir depois da minha apresentação um exercício de comunicação. Eu vou sentir que atingi meu objetivo se no final da minha apresentação e do exercício junto com o Celso, vocês tiverem certeza de que a Comunicação é a coisa mais importante que vamos precisar aprender e desenvolver neste momento e daqui para frente. É a Comunicação que vai mandar e a minha palestra vai justamente mostrar por que isso está acontecendo. 

Eu nomeei essa apresentação Construindo as Empresas do Futuro, porque inovação é tudo o que estamos conversando aqui, e no subtítulo Comunicação e Gestão do Diálogo Colaborativo, vocês vêem que as palavras Comunicação e Diálogo se repetem justamente para reforçar importância disso. Vou apresentar a vocês um Contexto, mostrar um pouco do meu entendimento sobre o que está acontecendo hoje, mas contando uma história, lá de trás, até o aumento atual. 

 

O presidente do Google falou em 2021 (matéria do The Times) que a inteligência artificial vai ter um impacto maior do que o fogo para a humanidade. Isso mostra que estamos vivendo uma grande revolução, porque sabemos a importância que o fogo teve para nós. Se uma pessoa dessa importância está falando isso, acho bom prestarmos atenção.

 

Muitos dizem que estamos vivendo a quarta Revolução Industrial. Eu acho que essa denominação não é a mais apropriada perante o tamanho da transformação que estamos passando. Eu vou explicar por quê. 

Escrevendo um currículo

Já escrevi uma centena de currículos com meus clientes. Uma das maiores dificuldades é a linguagem corporativa. Ela consegue tirar toda riqueza e personalidade de um indivíduo, aquilo que o torna quem é. O achatamento do caráter numa folha de papel. Nada mais duro, frio e sem vida que um currículo. É uma pena que essa característica ultrapassada da Sociedade Industrial, que procura encaixotar as pessoas, ainda perdure nas empresas e até mesmo naquelas que se dizem inovadoras. Funciona bem para descrever máquinas, não pessoas.  

A poetisa e ensaísta polonesa Wislawa Szymborska, vencedora do prêmio Nobel de Literatura, captou isso bem no poema que chamou de Escrevendo um currículo.




Escrevendo um currículo
Por Wislawa Szymborska


O que precisa ser feito?
Preencher a ficha de inscrição
e anexar um currículo.

Mesmo que a vida seja longa
o currículo tem que ser curto.

Obrigatória a concisão e seleção dos fatos.
As paisagens são substituídas por endereços,
memórias trêmulas dão lugar a datas inabaláveis.

De todos os seus amores mencione apenas o casamento,
de todos os seus filhos, apenas aqueles que nasceram.

Quem conhece você conta mais do que quem você conhece.
Viagens somente se forem feitas no exterior.
Associações em quê, mas sem por quê.
Honras, mas não como foram conquistadas.

O dia em que passei um grande constrangimento numa Multinacional

Por Dado Salem

Setembro 2020


Eu ainda não me sentia muito bem trabalhando com grupos quando fui chamado para facilitar o encontro de uma equipe numa Multinacional. A primeira coisa que fiz foi convidar um psicólogo experiente para me acompanhar.

Sabia que nessas dinâmicas poderiam surgir coisas complicadas, inesperadas, não planejadas e principalmente das quais o grupo não tem consciência. O grande trabalho é saber lidar com os conteúdos que emergem.

Era um grupo de 9 executivos de múltiplas nacionalidades, muito produtivos e eficientes, espalhados pelos 5 continentes que se encontravam apenas uma vez ao ano para confraternizar. “O grupo vai bem, não temos problema algum”, brifou a executiva que contratou o trabalho. “Realizamos um encontro anual e gostaríamos de incluir um trabalho de Team Building”. O programa precisava ser conduzido em inglês. 

Nunca gostei desse termo Team Building. Talvez pelo fato de um time ser uma coisa fechada e ver o outro como um inimigo, um adversário a ser batido. Numa organização isso pode ser perigoso, especialmente se não houver olhar para os outros interessados, stakeholders na linguagem corporativa.

Esses executivos eram compradores de um insumo fundamental para a Organização. 

Neste evento realizamos uma série dinâmicas tradicionalmente utilizadas com grupos. Numa das últimas tarefas que meu amigo psicólogo propôs, fiquei um pouco preocupado, mas por algum motivo me faltou força para falar “não”. Intui que fosse dar merda, e deu.

Um dos casos mais interessantes e surpreendentes de mediação que atendi.

Foi em 2010 numa co-mediação com uma psicanalista argentina chamada Magdalena Ramos. Magdalena é uma figura emblemática, uma das grandes mestras da Psicologia de Família. Teve que sair fugida de seu país nos anos 1970 por conta da perseguição política. Uma perda para a Argentina, mas um ganho para o Brasil. Magdalena foi responsável por criar o primeiro programa de Psicanálise de Família na PUC-SP. Esse atendimento virou um artigo chamado – Mediação: um caso clínico e foi publicado no livro A violência doméstica e a cultura da paz, de Maria Rita Seixas (Org.)

Escrevemos esse artigo pensando em fazer uma introdução simples e clara sobre o tema, pois na época ainda se confundia a palavra Mediação com Meditação. Em seguida relatamos nossa experiência.



Mediação: um caso clínico

Por Magdalena Ramos e Dado Salem


Histórico da Mediação

Antigamente o mediador tinha, a importante função de ajudar a recuperar a saúde física e psíquica das pessoas, re-estabelecendo a conexão entre o indivíduo e o cosmos. Era uma espécie de ponte (pontífice) que eliminava a separação entre os homens e os deuses, e trazia consciência às pessoas. Essa relação entre religião e mediação pode ser observada em várias tradições. Na cultura judaica por exemplo, até hoje os rabinos desempenham o papel de mediadores em diversos tipos de conflitos. Moore (1998) observou a mesma conexão em culturas islâmicas, hinduístas e budistas.

Diferentes práticas e modelos de mediação surgiram pelo mundo, mas todos com o mesmo princípio: re-aproximar o indivíduo do “outro”, seja este “outro” uma pessoa, um grupo, a sociedade ou o mundo.

A mediação como a entendemos hoje surgiu nos Estados Unidos na década de 1970. Teve uma divulgação muito rápida devido aos bons resultados atingidos e foi incorporada ao sistema legal americano. Em vários estados a mediação passou a ser um processo obrigatório sendo exigido como uma instância prévia antes de se poder abrir um processo judicial. Esta medida foi e continua sendo importante pois, em muitos casos, evita o desgaste e a morosidade inerentes aos processos jurídicos.

No final da década de 1970 a mediação teve o seu ingresso na Inglaterra. Em 1976 foi criado o Centro de Mediação Familiar, pioneiro na atuação da esfera familiar. Uma característica deste país é que a prática da mediação está nas mãos dos assistentes sociais. Na França, a mediação começou no direito público e passou em seguida ao setor privado. 

Apesar da mediação estar associada ao sistema judiciário como uma forma alternativa de resolução de conflitos, seu campo é muito mais amplo. Ela pode ser utilizada em escolas, empresas, em grupos familiares, em problemas ambientais, etc. A mediação pode atuar em todas as situações em que duas ou mais pessoas ou grupos, estejam se relacionando e vivendo situações de conflito.

A mediação familiar no Brasil teve início nos anos 90. Isso possibilitou que situações de conflito entre casais e problemas referentes à guarda de filhos pudessem ser resolvidos de forma mais rápida e eficiente. 

Os perigos do líder centralizador

por Dado Salem





Sabemos que tomar uma decisão sozinho é mais fácil que em grupo. O Psicólogo José Ernesto Bologna costumava dar o seguinte exemplo: se você quiser ir ao cinema basta entrar na internet, escolher o filme e comprar o ingresso. Agora tente fazer isso num grupo de 8 pessoas. Um prefere drama, outro filme europeu, um terceiro não pode naquele horário, um quarto já assistiu o filme, e por ai vai. Essa simples tarefa pode demorar horas e provocar muita discussão. 

Mas quando falamos de decisões complexas a coisa pode ser bem diferente.

Um estudo conduzido pelo psicólogo Patrick Laughlin (*) na Universidade de Illinois nos EUA revelou que grupos conseguem resolver problemas melhor que indivíduos. Segundo ele, os resultados obtidos por um grupo trabalhando cooperativamente costumam ser melhores que o mais eficiente membro do grupo trabalhando sozinho.

É comum um líder experiente e confiante deixar de ouvir membros de seu grupo quando precisa tomar uma decisão importante. Muitos são naturalmente centralizadores e narcisistas. Outros acabam se sentindo obrigados a agir desse jeito, sob a cobrança de que são pagos para tomar decisões e resolver questões complexas, se não fosse assim acreditam que seriam dispensáveis. Essa atitude costuma ser reforçada por membros de equipes que tendem a não querer assumir responsabilidades e a confiar no chefe para resolver problemas.

Interdependencia, complementariedade e necessidade de coperação






Conviver com pessoas diferentes em termos raciais, religiosos, econômicos, políticos etc... é o desafio mais urgente enfrentado pela sociedade hoje. Temos a tendência de evitar o envolvimento social com pessoas que diferem de nós mesmos, como cães que latem para desconhecidos. Este livro examina por que isso aconteceu e o que podemos fazer para mudar.

Sennet lecionou durante muitos anos na London School of Economics (LSE) e no New York Institute of Humanities (NYU).

Fórmula infalível para vencer na vida

Por Dado Salem
Março 2020


Em primeiro lugar procure um ambiente fértil. Um espaço onde você pode aprender uma coisa que te interessa. Não importa o assunto. Onde estão as melhores pessoas dessa área? Pode ser a música, o esporte, medicina, engenharia, letras, artes… Se aproxime dessas pessoas. Onde elas moram? por onde andam? onde trabalham? de quais feiras e congressos participam? que bares frequentam? Não é necessário ter dinheiro. Peça emprego como garçom ou garçonete mas fique perto dessas pessoas. Em pouco tempo estará amigo delas. Quer trabalhar no mercado financeiro? Peça emprego como officeboy na melhor instituição do ramo.

Estude, leia tudo a respeito desse tema. Procure no Youtube, Instagram e pela internet em geral, há muita informação gratuita. Quais autores os especialistas recomendam? Em quais jornais publicam? Leia-os. Siga essa gente nas Mídias Sociais.

Pratique. Dedique seu tempo ao assunto que te interessa. Aprofunde-se nele. Treine como um atleta, mas com inteligência para não exagerar e cansar.

Psicologia Econômica e os Family Offices

por Dado Salem
Setembro 2018

Como lidar com a irracionalidade e aflições de clientes com ampla liquidez? O imaginário coletivo considera que o dinheiro é a solução dos nossos problemas. A experiência mostra que não é bem assim.

“Fui dono do meu próprio negócio por tanto tempo que, quando o vendi, foi desconcertante perceber que agora eu tinha que descobrir quem eu era. Nos meses seguintes à venda, comecei a refletir sobre o que eu queria fazer do meu futuro”. Depoimento de um ex-empresário.

Empresarios geralmente constroem a vida em torno de seus negócios, e por esse motivo costumam ficar desorientados quando vendem suas empresas. Um pedaço deles vai embora, justamente aquele que consumia boa parte de sua energia psíquica. Investimento, esforço, alegrias, aflições, vitórias e derrotas, histórias, pessoas… uma empresa é um aglomerado de emoções e a identidade do empreendedor está profundamente relacionada a ela.

Como lidar com um chefe difícil

Gastamos cerca de 1/3 da vida adulta trabalhando. Reduzir o stress no trabalho é portanto fundamental para ter uma vida satisfatória. Mas o que fazer diante de um chefe difícil?
















Aqui vão algumas dicas:

1) Procure entender os motivos do comportamento do seu chefe. Se for resultado de stress, há boas chances de ser modificado. Se for algo crônico, se ele tiver um caráter agressivo e estilo abusivo, as chances são pequenas.

2) Cuide de suas próprias reações para não entrar numa dinâmica destrutiva, não enfrente seu chefe, procure não agir de forma defensiva.

O perigo do líder centralizador

por Dado Salem




Sabemos que tomar uma decisão sozinho é mais fácil que em grupo. O psicólogo José Ernesto Bologna consumava dar o seguinte exemplo: se você quiser ir ao cinema basta entrar na internet, escolher o filme e comprar o ingresso. Agora tente fazer isso num grupo de 8 pessoas. Um prefere drama, outro filme europeu, um terceiro não pode naquele horário, um quarto já assistiu o filme, e por ai vai. Essa simples tarefa pode demorar horas e provocar muita discussão. 

Mas quando falamos de decisões complexas a coisa pode ser bem diferente.

Vida acelerada e o excesso de informação

Por Dado Salem
Março 2012

                                                                                                  ilustração: Maria Eugênia
                                                                                 
"Estou tão acelerada que começo uma conversa ao telefone e depois logo quero desligar e focar em outra coisa". "Faltam horas no meu dia. Estou sobrecarregado, e com as mudanças acontecendo na empresa, as coisas estão piorando". "Recebo e-mails demais, não dou conta de responder". 

Lembra quando não existia celular, email, sms, facebook e smartphones? Não faz muito tempo. Saíamos para almoçar com tranquilidade, conversavamos sem interrupções, depois voltavamos caminhando lentamente para o trabalho para resolver as coisas que faltavam. As 18:00hs já estavamos indo para casa. Essa vida acabou, pelo menos nas metrópoles.

Ninguém mais anda devagar nos grandes centros. Todos se movimentam o mais rápido possível para dar conta do que fazer. O psicólogo Robert Levine conta em Geography of Time que conduziu uma pesquisa em 31 países para medir a velocidade das pessoas caminhando nas ruas. Nos últimos anos a velocidade média subiu de 4,78 km/h para 5,26 km/h. Segundo ele, é prova inequívoca de que o ritmo de vida está acelerando.