Empreender depois dos 50 anos é chance de recomeçar a vida profissional

Por Silvia Regina
Universa - UOL
Maio 2019

Por desejo ou necessidade pessoas com mais de 50 anos começam a empreender chamando atenção de pesquisadores e consultores que oferecem serviços de apoio para esse novo segmento.




A população brasileira está envelhecendo. De acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população na faixa etária entre 50 e 54 anos que em 2018 era formada por 12,3 milhões de brasileiros vai chegar a 15 milhões já em 2030. Por outro lado, o número de jovens vai cair. A expectativa é que já em 2039, o país tenha mais idosos do que crianças.

Diferentemente do que acontecia há pouco mais de uma década, em que a população com mais de 50 anos chegava a essa idade com a expectativa de se aposentar e não ter mais ocupação profissional, hoje esse público é mais ativo e demonstra a vontade de continuar no mercado de trabalho. Uma pesquisa realizada pela MaturiJobs e pela Noz Pesquisa e Inteligência, mostrou que 38% da população com mais de 50 anos está sem ocupação no momento. Desse montante, a maioria projeta para o futuro arrumar um emprego, trabalhar como autônomo, freelancer ou consultor ou ainda empreender. Os dados foram divulgados no início do mês de maio.

Mas conseguir um novo emprego após os 50 anos nem sempre é fácil. A pesquisa da MaturiJobs mostrou que 48% dos idosos já passaram por alguma situação profissional em que foram discriminados por conta da idade. "Temos uma população de 50 mais que é invisível para o mercado de trabalho. Ainda existe preconceito. E é aí que aparece a chance de empreender. É o momento, muitas vezes, de realizar um sonho ou almejar um negócio que antes só existia no papel", conta Mórris Litvak, fundador e CEO da MaturiJobs.

Você é o que você se diz: a ciência do diálogo interno

por Pilar Jericó
El País
Maio 2019

A forma como você conversa consigo mesmo condiciona sua capacidade de enfrentar as dificuldades. E também determina a tomada de decisões




Se você quiser variar a percepção que tem sobre você, precisa alterar seu diálogo interior. A forma como você conversa consigo mesmo condiciona sua capacidade de enfrentar as dificuldades e determina a tomada de decisões. A autoafirmação, ou pensar coisas positivas sobre nós mesmos, é uma ferramenta muito útil para reforçar a autoestima. Entretanto, não vale qualquer comentário. Já ficou comprovado que frases como “aguento tudo” ou “sou uma pessoa superagradável” não ajudam muito. Quem as expressa não está realmente convencido disso, então essas expressões podem ter efeito contrário. A ciência do diálogo interior nos dá pistas sobre as técnicas que tornam nossas autoafirmações eficazes: devemos imaginar futuras situações agradáveis e nos tratar na segunda pessoa. Vejamos em mais detalhe.