Lojas nos EUA temem virar peça de museu concorrendo com a internet

NY Times
Publicado na Folha de SP
Abril 2017

A transformação vem esvaziando os shopping centers, levando marcas tradicionais do varejo à falência e causando perdas de emprego em volume espantoso.



Nas ruas do SoHo, em Nova York, bolsas Chanel e casacos Arc'teryx são exibidos pelas lojas como peças de museu, remetendo à época em que o bairro era o auge da moda. Mas os aluguéis da área estão em queda, e o número de lojas vagas, subindo.

Hoje, em lugar do SoHo, alguns dos imóveis mais procurados pelo varejo ficama oito quilômetros de distância, em Red Hook, região de raízes operárias noBrooklyn.

Empresas de comércio eletrônico brigam por alugar partes de um velho armazém, com 4,4 hectares, porque isso permitiria que entregassem no mesmo dia os produtos pedidos on-line por compradores da cidade.

Decifrando a personalidade enigmática de Melania Trump

As mensagens ocultas das fotos que Melania Trump postou no Twitter
El Pais
Abril/2017

Uma cineasta analisou 400 fotos tiradas por Melania para tentar decifrar sua personalidade enigmática.



Por que uma primeira-dama não aceitaria seu trabalho? Essa foi a dúvida que Kate Imbach teve em novembro passado, quando soube que Melania Trump não se mudaria para a Casa Branca (uma porta-voz da primeira-dama confirmou recentemente que Melania e seu filho Barron finalmente se mudariam para a Casa Branca em junho, depois que as aulas terminassem). "Fiquei impressionada com sua decisão inicial. Ser primeira-dama é um privilégio incrível e uma oportunidade de servir ao público. Como suas entrevistas não eram muito reveladoras — percebe-se que é monitorada e treinada para lidar com a mídia —, pensei que, para entendê-la melhor, poderia olhar atentamente suas fotos para tentar compreender como vê o mundo", afirma por e-mail a produtora de documentários. Imbach, na esteira de outros analistas de imagens como Errol Morris e Will Schultz com Diane Arbus, analisou as 470 fotos que Melania Trump compartilhou em suas redes, aparentemente tiradas por ela, ao longo de três anos, entre 3 junho de 2012 e 11 de junho de 2015, pouco antes de seu marido Donald Trump anunciar sua candidatura à presidência dos Estados Unidos.

Sozinhos, mas não solitários

Por Maurício Oliveira
Valor
Março 2017



Se há uma estatística comprovando que estamos cada vez mais individualistas, é esta: o número de pessoas morando sozinhas no Brasil quase dobrou nos últimos dez anos, saltando de 5,5 milhões para 9,9 milhões. São mais jovens saindo da casa dos pais em busca de autonomia, mais pessoas que se separaram, mais senhoras e senhores que enviuvaram, mais gente que estuda ou trabalha longe da cidade de origem e até mesmo mais casais que mantêm uma relação estável e optaram por viver cada um no seu canto.

Na última década, em que a quantidade total de domicílios contabilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passou de 53,3 milhões para 68,1 milhões, a participação dos chamados "arranjos unipessoais" - aqueles ocupados por apenas um morador - evoluiu de 10,4% para 14,6% dos domicílios. Trata-se de um fenômeno estreitamente vinculado a outro, mais amplo: o encolhimento das famílias. Nesse mesmo período, a taxa de fecundidade caiu quase 20%, de 2,09 para 1,72 filhos por mulher, e a proporção de casais com filhos, morando todos sob o mesmo teto, recuou de 50,1% para 42,3% dos lares brasileiros.

A revolução da Inteligência Artificial chegou, e agora?

Sergey Brin, fundador do Google, relata no World Economic Forum 2017 que não notou a revolução da Inteligência Artificial chegando, apesar dela estar sendo desenvolvida dentro de sua própria empresa. Onde isto nos levará?


Os chimpanzés que mataram o seu chefe tirano

Por Javier Salas
El País
Fevereiro 2017



Alguns estudos recentes publicados por primatólogos parecem obra de Shakespeare. Aprendemos como a execução cruel de um chimpanzé desatou a guerra entre dois clãs. Ou como duas fêmeas de orangotango levaram sua rivalidade até as últimas consequências. Um novo trabalho conta outra história de poder, violência e amizade cujos protagonistas são grandes símios, não seres humanos. Os chimpanzés da quente savana de Fongoli, no Senegal, mataram seu líder de anos anteriores quando este tentava retornar ao grupo após um exílio que havia durado quase cinco anos.

Geração dos hippies urbanos

Por Ruth Manus





"O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.

Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.

Um plano de aposentadoria com mais satisfação

por Carl Richards
NY Times
Dezembro 2016
Traduzido por Dado Salem




O conceito de aposentadoria, como o entendemos hoje, está completamente desatualizado.

Espere um minuto, eu disse completamente desatualizado? Quero dizer completamente, ridiculamente, totalmente, absurdamente desatualizado. Não foi uma boa ideia quando Otto von Bismarck, chanceler da Alemanha, o preparou, e certamente não é uma boa idéia agora.

Em 1881, Bismarck projetou um plano para a aposentadoria, na esperança de neutralizar uma ameaça de marxistas, que estavam ganhando popularidade em toda a Europa. O plano foi realizado em 1891 com a idade inicialmente fixada em 70; Ele foi reduzido para 65 em 1916. Na época, a maioria dos aposentados em potencial estariam mortos aos 65. Política inteligente naquela época, talvez, mas certamente má política agora. Se você chegar a 65 hoje, de acordo com a Seguridade Social norteamericana, você tem uma expectativa de vida de mais 20 anos. Mas não podemos culpar Bismarck por não ter pensado o sufuciente, isso foi há 135 anos!

Pós-verdade, a palavra do ano de 2016 segundo Oxford Dictionaries

Oxforddictionaries.com
Novembro 2016
Traduzido por Dado Salem



Depois de muita discussão, debate e pesquisa, a palavra do ano de 2016 do Oxford Dictionaries é Pós-Verdade - um adjetivo definido como "relacionado ou denotando circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e crença pessoal". Por que ela foi escolhida?


O caso de legalizar a profissão mais antiga do mundo

por Peter Singer, Professor de Bioetica na Princeton University e Laureate Professor na Universidade de Melbourne
Project Syndicate
Novembro 2016
Traduzido por Dado Salem



O trabalho sexual é, como se diz, a profissão mais antiga do mundo - exceto que o ditado usa "prostituição" em vez de "trabalho sexual". A mudança para um termo menos pejorativo é garantida por uma mudança nas atitudes em relação aos profissionais do sexo que contribuíram para a decisão da Anistia International em maio de pressionar governos a revogarem leis que criminalizam a troca consensual de sexo por dinheiro realizada entre adultos.

O apelo da Anistia Internacional foi atingido por uma tempestade de oposições - parte delas vindo de pessoas que evidentemente não conseguiram distinguir entre a indústria do sexo como um todo e o tráfico de seres humanos que, em muitos países, é uma realidade trágica. Ninguém quer legalizar coerção, violência ou fraude na indústria do sexo, nem o uso de profissionais do sexo que não são adultos. Mas algumas organizações que lutam contra o tráfico entendem que, quando o trabalho sexual é ilegal, é muito mais arriscado para os profissionais do sexo queixarem-se às autoridades quando são escravizados, espancados ou enganados. Por esse motivo, o Secretaria Internacional da Aliança Global Contra o Tráfico de Mulheres aplaudiu a Anistia Internacional por apoiar a descriminalização.

Sobre o triunfo de Trump e o ponto cego que o criou

por Otto Scharmer Co-fundador u.lab, Professor Sênior do MIT
Novembro 2016
Traduzido por Dado Salem




Entramos num momento decisivo não só na América, mas também globalmente. É um momento que poderia nos ajudar a despertar para um nível mais profundo de consciência coletiva e renovação - ou um momento em que poderíamos cair numa espiral rumo ao caos, à violência e condições semelhantes ao fascismo. Se é um ou outro depende de nossa capacidade de tomar consciência de nosso ponto cego coletivo.

A eleição de Donald Trump como o 45o presidente dos Estados Unidos emitiu ondas de choque através do planeta. Numa repetição do Brexit, uma coalizão de brancos, homens e mulheres de classe trabalhadora (e de classe média) de áreas principalmente rurais elegeu um candidato anti-establishment para o cargo de presidente. Mas a eleição de Trump não é um dado marginal: basta olhar para a ascensão global de homens fortes como Vladimir Putin, Recep Erdogan, Viktor Orban e Rodrigo Duterte e a onda de outros populistas de direita.

Por que o país mais rico e próspero do mundo elegeu um candidato que nega as mudanças climáticas, que usou linguagem racista, sexista, misógina e xenófoba durante toda sua campanha? O que nos faz colocar alguém como ele na Casa Branca? Por que criamos uma eleição presidencial entre dois dos candidatos mais detestados de todos os tempos, Donald Trump e Hillary Clinton? Por que Trump, que mentiu e atacou minorias, jornalistas, mulheres e deficientes, só se tornou mais forte ao longo da sua campanha? Qual é o ponto cego que nos impediu de ver e mudar as forças mais profundas em jogo? Por que, repetidas vezes, criamos coletivamente resultados que a maioria das pessoas não quer?

O Brasil começou a encarar seus problemas

Por Daniela Frabasile
Época Negócios


William Ury: "Vivemos um momento de crises em todo o mundo. É preciso ter perspectiva para encontrar soluções boas para todos". Para o negociador, o Brasil começou a encarar seus problemas, uma fase difícil, porém necessária para solucionar a crise.



O momento é de crises e conflitos em diversas regiões do mundo. A crise política e econômica no Brasil, a vitória do Brexit no Reino Unido, ataques terroristas na Europa, conflitos raciais nos Estados Unidos e confrontos no Oriente Médio. Negociador e autor dos best-sellers Como Chegar ao Sim e Como Chegar ao Sim com Você Mesmo, William Ury não tem a solução pronta para todas essas questões. No entanto, ele é categórico ao afirmar que o primeiro passo para resolver todas elas é o mesmo. Em todo o mundo, as pessoas precisam se distanciar da situação e avaliar os reais interesses da sociedade. Segundo ele, só assim será possível encontrar soluções criativas e que possam beneficiar a todos.

Exaustos-e-correndo-e-dopados

por Elaine Brum
El Pais
Julho 2016



Nos achamos tão livres como donos de tablets e celulares, vamos a qualquer lugar na internet, lutamos pelas causas mesmo de países do outro lado do planeta, participamos de protestos globais e mal percebemos que criamos uma pós-submissão. Ou um tipo mais perigoso e insidioso de submissão. Temos nos esforçado livremente e com grande afinco para alcançar a meta de trabalhar 24X7. Vinte e quatro horas por sete dias da semana. Nenhum capitalista havia sonhado tanto. O chefe nos alcança em qualquer lugar, a qualquer hora. O expediente nunca mais acaba. Já não há espaço de trabalho e espaço de lazer, não há nem mesmo casa. Tudo se confunde. A internet foi usada para borrar as fronteiras também do mundo interno, que agora é um fora. Estamos sempre, de algum modo, trabalhando, fazendo networking, debatendo (ou brigando), intervindo, tentando não perder nada, principalmente a notícia ordinária. Consumimo-nos animadamente, ao ritmo de emoticons. E, assim, perdemos só a alma. E alcançamos uma façanha inédita: ser senhor e escravo ao mesmo tempo.

O impacto psicológico do Brexit

por Peter Thal Larsen (texto em inglês)
NYTimes
Jun 2016

A vitória do voto pelo Brexit terá consequências políticas e econômicas. Por um lado, fortalecerá os partidos de extrema direita na Europa, como Marine Le Pen, que poderá ser eleita presidente da França em 2017... é o prenúncio de um perigoso ciclo extremista. Por outro, um dólar fortalecido deverá ter efeitos econômicos em todo o planeta.




O Brasil envelhece rapidamente

O envelhecimento da população brasileira provocará mudanças profundas na nossa vida. Em apenas duas décadas, o país vai encarar um percurso de envelhecimento que nações demograficamente maduras demoraram mais de um século para atravessar.


Por: Rodrigo Flores, Daniel Tozzi, Juliana Carpanez, Rodrigo Bertolotto
UOL TAB
Abril 2016


Quem viver verá um Brasil diferente em questão de pouquíssimo tempo - quando se pensa em perspectiva histórica. Em apenas duas décadas, o país vai encarar um percurso de envelhecimento que nações demograficamente maduras demoraram mais de um século para atravessar. As projeções apontam que, após 2030, o contingente acima dos 60 será maior do que o de crianças e adolescentes de até 14 anos. Em 2050, os idosos representarão o dobro dessa população jovem. As diminuições da mortalidade infantil e adulta, combinadas à queda da natalidade, moldam um novo perfil brasileiro. Uma terra em que, a partir de 2040, os únicos grupos populacionais que vão crescer serão os de pessoas com 55 anos ou mais.

Novatos na crise



Novatos na crise: jovens brasileiros enfrentam pela primeira vez uma recessão e um impeachment
Por Heloisa Mendonça e Maria Martin
El Pais
Abril 2016

A primeira crise a gente nunca esquece. E a deles está sendo dupla. Acostumados com a prosperidade econômica da última década, jovens brasileiros nascidos no final da década de 80 ou 90 – que fazem parte da chamada geração milênio – estão enfrentando, pela primeira vez, um cenário de forte recessão econômica em meio a uma turbulenta crise política. Muitos eram pequenos quando Fernando Collor saiu por impeachment em 1992, e outros só tinham ouvido seus pais falarem a respeito dessa passagem da vida brasileira até então.

Por que a beleza é importante?

"A beleza é o remédio para o caos e sofrimento na vida humana... A bela obra de arte traz consolo na tristeza e afirmação na alegria... A beleza é mais do que subjetiva; é uma necessidade universal" Roger Scruton

Scruton é um filósofo polêmico, especialista em estética e com foco em música e arquitetura. Neste programa produzido pela BBC, ele fala sobre a importância da beleza nas artes e nas nossas vidas. Vale a pena assistir!


Não vai ter golpe! Uma análise do discurso petista

“Não haverá golpe!" A veracidade do discurso petista
por Nildo Viana
Informe e Crítica
março 2016



O mote dos petistas, simpatizantes e apoiadores é que “não haverá golpe” e que é preciso impedir o “fascismo”. A análise dialética do discurso permite mostrar o que isso significa e que tem um momento de verdade. No entanto, esse momento de verdade é uma ilha isolada cercada por inúmeros “momentos de falsidade”. 

Qual é o momento de verdade desse discurso? É quando afirma que “não haverá golpe”, pois essa possibilidade está tão distante do horizonte que é um truísmo. No entanto, por detrás desse momento de verdade, há um momento de falsidade, que é justamente afirmar a existência de tal possibilidade. Não existe nenhuma possibilidade de golpe hoje no Brasil, bem como não existe nenhuma “força fascista” com condições de chegar ao poder. Mas existem mais momentos de falsidade nesse discurso e é isso que vamos apontar agora. 

O primeiro elemento é entender o que significa golpe de estado (pois é a isso que se refere o discurso petista):


Ser feliz é viver de forma poética

de geledes.org.br

“Para mim o problema da felicidade é subordinado àquilo que chamo de ‘o problema da poesia da vida’. Ou seja, a vida, a meu ver, é polarizada entre a prosa – as coisas que fazermos por obrigação e não nos interessam para sobreviver -. E a poesia – o que nos faz florescer, o que nos faz amar, comunicar. E é isso que é importante. Então, eu digo que o verdadeiro problema não é a felicidade. Porque a felicidade é algo que depende de uma multiplicidade de condições e eu diria mesmo o que causa a felicidade é frágil, porque, por exemplo, no amor de uma pessoa, se essa pessoa morre ou vai embora, cai-se da felicidade à infelicidade.

[…]Em outras palavras, não se pode sonhar com uma felicidade contínua para a humanidade. É impossível porque a felicidade, repito, depende de uma soma de condições. Então, pelo outro lado, o que se pode dizer, pode se tentar favorecer tudo o que permita a cada um viver poeticamente sua vida e, se você vive poeticamente você encontra momentos de felicidades, momentos de êxtase, momento de alegria e, na minha opinião, é isso”. Edgar Morin


 

O que nos faz ter uma vida boa?

O que nos faz ter uma vida boa?

Uma pesquisa recente com jovens adultos revelou que o grande objetivo é riqueza e fama. Mas, será que este é o melhor caminho para ter uma vida feliz?

A universidade de Harvard fez um estudo ao longo de 75 anos com 724 homens. Todos os anos os pesquisadores perguntavam a respeito de saúde, trabalho, família, preocupações, etc. Alguns tiveram vidas boas, outros não. O que esse estudo revelou? Assista a palestra.


Doenças da crise

por Lucas Vettorazzo
Folha de S. Paulo
Dezembro 2015


A crise econômica, que se agravou neste ano, aumentou os casos de problemas de saúde relacionados ao estresse, como depressão, insônia e ansiedade, entre executivos, gerentes e empresários.

Levantamento feito pela clínica Med-Rio Check Up, que realiza check-ups médicos em executivos e funcionários de alta gerência de grandes empresas do país, mostrou que houve elevação de 37,5% no número de pacientes com depressão no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado.



A clínica faz anualmente pesquisa com 5.000 pacientes, que pagam cerca de R$ 4.000 por uma bateria de exames laboratoriais e clínicos.

Mulher: dinheiro e desenvolvimento profissional

A maior parte das mulheres costuma ter dificuldade de lidar com dinheiro e ter a carreira profissional limitada se comparada aos homens. A consultora Denise Damiani, engenheira elétrica formada pela Poli-USP e com MBA em Harvard, entrevistou mais de 500 mulheres de diversas culturas e situações sócio econômicas e aponta caminhos para que estas questões sejam enfrentadas. Assista a simpática palestra:




Estresse no trabalho pode tirar até 3 anos de vida

Você pode estar se matando de tanto trabalhar, literalmente. Estudo feito por pesquisadores de Harvard e Stanford identifica que o estresse no trabalho tende a encurtar a vida.


Não dá para ter tudo

Este é um artigo de referência quando se trata da busca das mulheres pelo equilíbrio entre vida profissional e familiar. Anne-Marie Slaughter é professora da Princeton University. Ela foi a primeira mulher a ser diretora de planejamento de políticas públicas do Departamento de Estado dos Estados Unidos e viveu esse dilema. Lançou recentemente o livro Unfinished Business: Women Men Work Family, ainda não traduzido para o português.



Why Women Still Can’t Have It All
por Anne-Marie Slaughter
The Atlantic 2012

A revolução freelance

Estamos no meio de uma mudança histórica que se compara à transição das fazendas para as fábricas. Freelancers já representam 33% dos trabalhadores nos EUA e quase nove em cada 10 dizem que não aceitariam um trabalho de tempo integral tradicional, se fossem oferecidos.



Civilização em estresse permanente

A psiquiatria se tornou o maior agenciador de psicotrópicos no mundo: antidepressivos, ansiolíticos, reguladores de sono, etc. Essa é uma expressão da sociedade contemporânea onde homens, profissões e produtos enfrentam o risco constante de se tornar obsoletos.




Compras Compulsivas: Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP oferece tratamento gratuito para estudo

O Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP busca pessoas de 21 a 60 anos, que apresentam compulsão/descontrole por compras (oniomania), para participar de estudo. Para os selecionados, serão oferecidos tratamentos médico, medicamentoso e psicoterápico.



Oniomania ou Compras Compulsivas é caracterizado por:

* Preocupação excessiva e perda de controle sobre o ato de comprar.
* Aumento progressivo do volume de compras.
* Tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras.
* Comprar para lidar com a angústia, ou outra emoção negativa.
* Mentiras para encobrir o descontrole com compras.
* Prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar.
* Problemas financeiros causados por compras.

Os interessados deverão entrar em contato pelo telefone do Pro-AMITI (11) 2661-7805 ou enviar um e-mail com telefone de contato para compradorescompulsivos.hc@gmail.com

Site:www.amiti.com.br
https://www.facebook.com/hospitaldasclinicasdafmusp/photos/a.1398287123773264.1073741828.1391979501070693/1587938034808171/?type=1&theater

Artigo relacionado: http://www.psiconomia.com.br/2012/03/o-necessario.html

Murar o medo

por Mia Couto



O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas aprendi a temer monstros, fantasmas e demônios. Os anjos quando chegaram já era pra me guardarem. Os anjos atuavam como uma espécie de agentes de segurança privada das almas. Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam carcear os desconhecidos. Na realidade a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambientes que reconhecemos. Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura e do meu território. O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei minha casa natal, uma invisível mão roubava minha coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura algo me sugeria o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.

Como dar a volta por cima depois de uma demissão

por Vicky Bloch
Valor Economico
Junho 2015
A perda de um emprego é um momento de grande dor, uma das piores experiências da vida de um indivíduo. Pode parecer exagero, mas para muitos essa é uma perda comparável à morte de uma pessoa próxima ou à notícia de uma doença grave.

Mas é possível dar a volta por cima mais rápido quando se tem ajuda. E por isso, neste momento em que o Brasil volta a viver uma onda de demissões, compartilho algumas dicas que dividi com meus clientes em 35 anos de carreira atuando em recolocação e coaching de executivos. Longe de tratá-las como "passo-a-passo" para garantir uma recolocação, mas elas podem servir como uma orientação para quem não sabe por onde começar.

Como chamar a atenção?

Atenção
por Alexandre Rodrigues e João Luiz Rosa
Valor Econômico
Junho 2015



Não faz muito tempo, as fontes de distração em sala de aula não costumavam ir muito além de conversas paralelas, trocas de bilhetinhos, barulhos no corredor... E isso já parecia interrupção suficiente para quem tem a tarefa de ensinar. Agora, porém, com a revolução digital em andamento, muitos professores provavelmente estão sentindo saudades desse passado recente. A disseminação dos tablets e smartphones encurtou dramaticamente a rota de acesso dos estudantes à informação. Em compensação, tornou muito mais difícil fazê-los manter os olhos grudados no quadro-negro.

A triste geração que virou escrava da própria carreira

Por Ruth Manus
O Estado de SP
Abril 2015



Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Dívida faz mal à saúde

por Thais Fascina e Danielle Brant
Folha de SP
Abril 2015

Débitos em excesso podem causar ansiedade, angústia, pressão alta, depressão e ainda prejudicar seu relacionamento. Inflação e desemprego potencializam o problema.



Medo: matéria-prima da indústria farmacêutica

Por Martha Rosenberg
Outras Palavras
Março 2015

Como os laboratórios globais manipulam insegurança e desemparo quotidianos para multiplicar vendas — desrespeitando, se necessário, a saúde dos pacientes.



A morte do curriculum vitae

Por Borja Vilaseca
El Pais
Fevereiro 2015



Este artigo foi escrito para quem está desempregado neste exato momento. Para quem sofre de frustração e impotência ao verificar que não encontra um emprego. Para quem há algum tempo sente que enviar currículos se transformou em uma perda de tempo. E, definitivamente, para quem deixou de ter medo de se reinventar profissionalmente porque já não tem nada a perder. Para todos vocês, descrevemos a seguir um percurso de nove etapas. Cada uma delas representa um caminho que o leitor deverá percorrer por conta própria. Boa viagem.

Intuição: uma valiosa ferramenta

Como utilizar essa poderosa ferramenta psíquica, que atua no limiar entre a consciência e o inconsciente, para detectar problemas e tomar decisões?



Sabedoria vegetal

Se as mangueiras atinavam com a escassez das chuvas, por que não sabiam os homens, aparelhados com tecnologias ultrassofisticadas?



Camarotização

Camarotização. A palavra ganhou força depois de aparecer no tema da redação do vestibular da USP, mas já faz tempo que o camarote faz sucesso ao prometer fazer do cidadão um ser diferenciado.


Sofrendo no paraíso

Nos últimos 15 anos, acadêmicos vêm estudando os problemas que afligem os filhos de famílias abastadas. Há um consenso entre os pesquisadores que esses jovens têm maior probabilidade de sofrer de depressão, ansiedade, consumo de drogas e bebidas alcoólicas, além de apresentarem certos comportamentos delinquentes.

O futuro das cidades

Cidades ao redor do mundo vivem grandes desafios. Mudança climática, crescimento da desigualdade, volatilidade financeira, manifestações etc. Um grupo de futuristas da Universidade de Oxford entrevistou arquitetos, cientistas, governantes, comerciantes, especialistas em infraestrutura entre outros e desenhou 3 possíveis cenários: Amplie e veja a apresentação.



Macacos têm aversão à injustiça

por Fernando Reinach
O Estado de São Paulo
Outubro 2014



Todos sentimos raiva quando injustiçados. Possuímos um senso profundo do que é justo ou injusto. Durante séculos se acreditou que o sentimento de justiça fosse uma característica adquirida pelo Homo sapiens durante sua educação. Nosso lado animal, agressivo e egoísta, seria domado durante a infância, criando adultos justos e capazes de se indignar frente à injustiça.

Poder + Testosterona = Corrupção

"O poder corrompe e o poder absoluto corrompe totalmente" Lord Acton.

Por que políticos costumam ser corruptos? Essa questão há tempos vem desafiando o mundo científico, mas recentemente um grupo de pesquisadores liderados por John Antonakis, professor de Comportamento Organizacional da Universidade de Lausanne na Suíça, fez importantes descobertas e parece que chegou à resposta: poder e testosterona são fatores determinantes.

Solução em duas rodas

por Dado Salem
O Globo
Outubro 2014

Psiconomia apoia o uso da bicicleta como meio de transporte.



Em abril de 2008, a revista “Time” classificou a cidade de São Paulo como dona de um dos piores trânsitos do mundo. Presos entre um carro e outro, com o horizonte limitado ao para-choque da frente, os paulistas começaram a assistir aos telejornais, DVDs, navegar na internet, estudar línguas, fazer qualquer coisa dentro do carro para tentar escapar daquela situação desesperadora. Uma pessoa normalmente passa de duas a três horas por dia engarrafada no trânsito paulistano, cerca de 30 dias perdidos anualmente.

Os quatro caminhos

Por Hamilton (Mestre Regente da Sociedade Taoista do Brasil)
Junho 2014



Nos tratados taoistas mais antigos encontramos um conceito interessante para verificarmos o caminho que estamos seguindo. Esse conceito é chamado Quatro Caminhos.


1- O primeiro caminho é chamado de Boa Fortuna, também traduzido de sorte ou Caminho Certo. Este acontece quando suas qualidades pessoais estão de acordo com o ambiente e com as pessoas. Todos são beneficiados pela sua presença, pela sua qualidade ou pelos resultados daquele encontro. Uma mãe se sente afortunada ao ver o seu filho, assim como alguém que está perdido se sente beneficiado ao encontrar um orientador. Quando tudo flui é a Boa Fortuna ou o Caminho Certo da vida, pois todos são beneficiados.


2- O segundo caminho é chamado de Infortúnio, também traduzido como azar ou Caminho Errado. Este acontece quando existe uma perda (de tempo, de família, saúde, dinheiro, amizade, etc.). Geralmente esse caminho acontece quando não exercemos nossa qualidade ou exercemos no local errado ou para pessoas que não vão se beneficiar. Quando existe desgaste é o Infortúnio, pois alguém será subtraído.

Crime e pobreza

Não é de hoje que ouvimos dizer que pobreza e crimes violentos andam de mãos dadas. Mas um artigo recém publicado no British Journal of Psychiatry foi além. Ele identificou que mesmo que uma pessoa saia da condição de pobreza, a predisposição ao crime, uma vez estabelecida, tende a continuar.



Uma foto vale mais que mil palavras

por Joe Navarro (ex-agente do FBI)
www.psychologytoday.com


Ex agente do FBI, especialista em comunicação não verbal, revela técnica e dá dicas para analisar fotografias de pessoas.




1- O contexto é importante. Quando a foto foi tirada? Onde e por que foi feita? Quem a tirou? O que estava acontecendo naquele dia e naquele momento?

Pais milionários correm o risco de criar filhos infelizes e preguiçosos

por Ben Steverman - Bloomberg
Valor Econômico
Agosto 2014

As pessoas ricas têm dinheiro para resolver quase todos os seus problemas, com exceção de um: os filhos crescem e muitos se tornam herdeiros preguiçosos, materialistas e infelizes.



Ano sabático sem compras

Por Giovana Sanchez
G1

Alemã fica um ano sem comprar nada e transforma seu apartamento em célula autossuficiente.



Foi numa tarde de domingo em família que a jornalista alemã Greta Taubert pensou pela primeira vez sobre o fim do sistema capitalista. Depois do almoço, ao redor da mesa ainda farta de comida, ela percebeu que todos os seus parentes - menos ela - haviam vivido em sistemas que ruíram: os pais na antiga Alemanha Oriental, os avós no início do Reich de Hitler e os bisavós em uma monarquia. Com recursos escassos, eles souberam se virar. Mas, se o capitalismo tivesse o mesmo fim, ela sobreviveria?

Pai rico, filho nobre, neto pobre

"Tenho observado freqüentemente que quanto mais opulentos os habitantes de uma mansão nos dias de sua prosperidade, mais humildes são seus descendentes quando chega a decadência, e que em geral o palácio de um rei termina sendo o asilo de um mendigo" Washington Irving - A Alhambra.


Futebol, suor e lágrimas

Choro pode fortalecer seleção nos próximos jogos, mas demonstra vulnerabilidade frente ao adversário da Copa do Mundo


Psicólogos se dividem sobre o emocional da seleção brasileira
por Adriana Moreira e Sílvio Barsetti
O Estado de S. Paulo
30 Junho 2014


As cenas de choro de atletas da seleção brasileira em diversas situações antes, durante e depois dos jogos do Mundial têm dividido a opinião de psicólogos do esporte. Alguns veem a reação do grupo como arriscada para o desempenho da equipe. Há, porém, quem considere essas manifestações passíveis de fortalecer o time.

Beleza Natural

Como a filha de um pedreiro montou uma rede de salões de beleza especializada em cachos, inspirou a personagem Mona Lisa da novela Avenida Brasil, se tornou sócia de Jorge Paulo Lemann e projeta faturar R$ 1 bilhão/ano